Diretor e estudante da Ufba registram queixa contra deputado estadual após confusão
20/08/2026
(Foto: Reprodução) Polícia Civil investiga denúncias de agressões após confusão na Universidade Federal da BA
A Polícia Civil (PC) investiga denúncias de agressões e injúria registradas nesta quinta-feira (20), após uma confusão ocorrida na Faculdade de Comunicação (Facom) da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em Salvador.
A situação envolveu o deputado estadual Diego Castro (PL), o diretor da instituição, professor Washington Souza Filho, e estudantes.
Em contato com a TV Bahia, o deputado afirmou que esteve no local, acompanhado de seguranças e usando um colete à prova de balas, após receber denúncias sobre a colagem de adesivos políticos no prédio público — o que é proibido por lei.
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Durante a ação, além de supostamente arrancar os papéis, ele começou a gravar vídeos, até que foi impedido por alunos da instituição. O diretor também interveio ao ouvir a confusão.
PC investiga denúncias de agressões após confusão na Universidade Federal da BA
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Enquanto os dois discutiam, uma briga generalizada começou. O deputado foi atingido com um tapa e um estudante foi empurrado até cair em um banco. Vídeos gravados por testemunhas registram a situação. (Assista acima)
Diego Castro e os seguranças só deixaram o local após um grande número de alunos se juntar. O estudante agredido, o diretor e o deputado registraram o caso na 7ª Delegacia Territorial (DT/Rio Vermelho), que cobre a região. Em nota, a PC informou que testemunhas serão ouvidas para elucidar os fatos.
Em nota, a Ufba repudiou as ações do deputado, classificadas pela instituição como "atos de violência, intimidação e desrespeito". Disse que a ação "perturbou, de forma truculenta, a rotina acadêmica", chegando a interromper a recepção dos calouros, que estava acontecendo nesta quinta-feira. E, ao final, solicitou da Assembleia Legislativa do Estado (Alba) "as devidas providências".
A Alba não havia se posicionado sobre o ocorrido até a última atualização desta reportagem. O deputado também não divulgou nota.
Leia posicionamento da Ufba na íntegra
"A Universidade Federal da Bahia manifesta seu mais veemente repúdio aos atos de violência, intimidação e desrespeito ocorridos nesta quinta-feira, 20 de agosto, nas dependências da Faculdade de Comunicação (FACOM), no campus de Ondina, envolvendo o deputado estadual Diego Castro (PL) e integrantes de sua equipe.
A movimentação do parlamentar e de sua equipe perturbou, de forma truculenta, a rotina acadêmica da Universidade, tendo resultado na interrupção do ato de recepção aos calouros do semestre letivo, a partir de uma atitude de confronto, verbal e físico, direcionada a estudantes, técnicos administrativos e professores, bem como aos profissionais terceirizados responsáveis pela segurança.
Tais atos foram registrados por câmeras da instituição e por celulares de membros da nossa comunidade. O estudante Tobias Muniz, presidente do Centro Acadêmico da Facom, foi empurrado por um integrante da segurança do parlamentar e ficou ferido. As ameaças à comunidade também atingiram o dirigente da Faculdade, professor Washington Souza Filho, que foi desrespeitado e ameaçado ao exercer seu dever de zelar pela segurança e funcionamento da unidade acadêmica.
Diante de tal agressão, e com acompanhamento da Coordenação de Segurança da UFBA (COSEG), foi registrado Boletim de Ocorrência e realizado exame de corpo de delito no estudante atingindo. Além disso, uma vez que nossa universidade é uma instância federal, a reitoria da UFBA está se dirigindo à Superintendência da Polícia Federal, visando a um protocolo de cooperação mais intenso — em particular, neste período eleitoral, de modo que medidas efetivas e preventivas sejam adotadas.
A administração central da UFBA está atuante no caso e saberá adotar as medidas institucionais e jurídicas cabíveis para a proteção de sua comunidade acadêmica e para o respeito de uma universidade pública, cujos valores essenciais rejeitam toda forma de violência, sobretudo de quem, por oportunismo político e à custa da instituição, pretenda buscar projeção em redes sociais.
A naturalização da violência, com fins políticos, não pode ser admitida. Desse modo, em razão da gravidade do caso, a Universidade Federal da Bahia solicita o posicionamento da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, conclamando-a a tomar, com urgência, as devidas providências diante da conduta indecorosa de um dos seus membros.
A UFBA manifesta, enfim, sua solidariedade aos membros da comunidade universitária envolvidos, ao estudante ferido e ao diretor da Faculdade de Comunicação, que, no exercício de suas atribuições, buscou preservar a segurança e o funcionamento da unidade".
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