'Eu só quero que eles paguem', diz mãe de vítima de estupro coletivo sobre suspeitos

  • 02/03/2026
(Foto: Reprodução)
'Eu só quero que eles paguem', diz mãe de vítima de estupro coletivo sobre suspeitos A mãe da adolescente vítima de um estupro coletivo em Copacabana, na Zona sul do Rio, relatou que a filha contou desesperada e chorando sobre o crime que sofreu. A mãe não será identificada para proteger a identidade da vítima. A polícia faz buscas para prender os quatro indiciados pelo crime, que estão foragidos. A mãe disse qual foi o momento em que percebeu a gravidade do caso, com os ferimentos da vítima nos glúteos e nas costas. "Foi quando ela suspendeu o vestido mais ou menos ate aparecer a nádega e eu fiquei desesperada. Só catei os documentos e falei: 'Vamos pra delegacia'", contou ela. Posteriormente, o exame no Instituto Médico Legal também apontou lesões na região genital da jovem. A vítima relatou que só contou à mãe o que tinha acontecido após conversar com a melhor amiga, que alertou que ela tinha sido vítima de um estupro. Em entrevista ao g1 e à TV Globo, a mãe aplaudiu a coragem da filha em fazer a denúncia, e alertou que o caso ocorrido com ela pode fazer outros virem à tona. "A minha filha foi muito corajosa, tanto que fez com que ela reconhecesse esses meliantes. Através desse reconhecimento, pode haver outras vítimas", pontuou. "Eu só quero que eles paguem". Mãe de vítima de estupro coletivo pede justiça para a filha Reprodução/TV Globo Foram indiciados por estupro com concurso de pessoas e estão foragidos: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos; Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos; Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos A 12ª DP (Copacabana), que investiga o caso, afirmou que, caso haja outras vítimas do mesmo grupo ou dentro da escola, a delegacia pode ser procurada para depoimentos. Portal dos Procurados divulgou cartaz dos quatro jovens denunciados pelo estupro coletivo Divulgação/Disque Denúncia A advogada da família da vítima, Mariana Rodrigues, afirma que há relatos envolvendo o mesmo adolescente que levou a jovem ao apartamento onde ocorreu o estupro. Esse adolescente, estudante do Pedro II, contaria com a ajuda de outros amigos: "Existem outras meninas, existem crianças e adolescentes no Pedro II que já passaram por situações parecidas. Pensando numa escala, talvez a nossa vítima foi a mais gravosa, mas há outros relatos de tentativa de beijo, tentativa de conseguir favorecimento sexual colocando bebida, incentivando o uso de bebidas”, afirmou a advogada. A vítima é acompanhada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, já que o colégio é federal. Histórico problemático Dois jovens apontados como suspeitos no caso do estupro coletivo de uma menor em Copacabana, na Zona Sul do Rio, já haviam sido alvo de advertências e suspensões por comportamento inadequado no Colégio Pedro II. O estudante Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, e um adolescente de 17 — ambos matriculados no campus Humaitá II — também respondem a processo disciplinar interno por agressão dentro da unidade escolar, uma das instituições de ensino federal mais tradicionais do país. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça No domingo (1°), a Reitoria do Colégio Pedro II e a Direção-Geral do campus Humaitá II informaram que abriram processo administrativo para desligar os dois estudantes que estudam na unidade e são suspeitos do crime. O que se sabe sobre o caso O caso foi revelado no último sábado (28), quando a polícia indiciou 4 adultos pelo crime de estupro. Polícia busca suspeitos de estupro de adolescente em Copacabana Um menor de idade foi indiciado e teve uma representação da polícia pedindo medida sócio educativa por atos infracionais análogos aos crimes de estupro e estupro coletivo. O Serrano FC anunciou o afastamento imediato do jogador João Gabriel Xavier Berthô e a suspensão de seu contrato após a expedição de mandado de prisão contra ele. Veja abaixo o que se sabe sobre o crime. O que aconteceu? Segundo o inquérito da 12ª DP (Copacabana), a vítima foi convidada por um adolescente, colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele, na noite de 31 de janeiro, na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. No elevador, o rapaz avisou que mais amigos estariam no local e sugeriu que fariam “algo diferente”, o que, segundo a vítima, ela recusou. Já no apartamento, ela foi levada para um quarto e, enquanto mantinha relação sexual com o jovem, outros 4 rapazes entraram no cômodo. Esse rapaz teria pedido que a jovem levasse uma amiga, mas, como ela não conseguiu, a adolescente foi sozinha. A vítima relatou que, após insistência do adolescente, concordou apenas que os amigos permanecessem no quarto, desde que não a tocassem. No entanto, segundo o depoimento, os rapazes tiraram a roupa, passaram a beijá-la e apalpá-la, forçando-a a praticar sexo oral e sofrendo penetração por todos. Ela afirmou ainda que levou tapas, socos e um chute na região abdominal. Tentou sair do quarto, mas foi impedida. LEIA TAMBÉM: Jovem com nome quase igual ao de suspeito de estupro coletivo em Copacabana diz estar sendo confundido e relata ameaças Colégio Pedro II afasta alunos suspeitos de envolvimento em estupro coletivo O que mostram as imagens Polícia apura estupro coletivo contra adolescente em Copacabana e buscas por 4 homens e 1 menor Reprodução Câmeras de segurança do prédio registraram a chegada dos jovens ao apartamento e, depois, a entrada da adolescente acompanhada pelo menor. As imagens também mostram o momento em que a vítima deixa o imóvel. De acordo com o relatório policial, após acompanhá-la até a saída do prédio, o adolescente retorna ao apartamento e faz gestos interpretados pelos investigadores como de “comemoração”. Há ainda registros da saída dos investigados do edifício em horários próximos ao crime. Troca de mensagens Conversas por WhatsApp entre a adolescente e o menor, antes do crime, foram incluídas no inquérito. Nas mensagens, ele a convida para ir ao endereço e pergunta se ela poderia chamar uma amiga. A jovem responde que não teria quem convidar, e ele afirma que não haveria problema em ir sozinha. As mensagens também mostram a combinação do encontro na portaria e os horários em que ela avisou que estava chegando. O que diz o laudo O exame de corpo de delito apontou lesões compatíveis com violência física. A perícia identificou infiltrado hemorrágico e escoriação na região genital, além de sangue no canal vaginal. Também foram descritos grupos de manchas nas regiões dorsal e glúteas. Materiais foram coletados para exames genéticos e análise de DNA. Situação atual A Justiça expediu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra os investigados maiores de idade. Segundo a polícia, todos são considerados foragidos, já que não foram encontrados nos endereços informados. O que dizem os citados A defesa de João Gabriel se pronunciou com a seguinte nota: "A defesa de João Gabriel Bertho nega com veemência a ocorrência de estupro. Duas decisões judiciais já haviam negado o pedido de prisão preventiva feitos anteriormente. Há nos autos do processo, mensagens de texto, trocadas entre a jovem e seu amigo, ambos com 17 anos, sobre a presença prévia de outros rapazes na casa em que eles se encontrariam, como de fato ocorreu. A jovem afirma, em seu depoimento à polícia, ter permitido a presença dos rapazes no quarto enquanto ela e o amigo estavam tendo um encontro íntimo. No mesmo depoimento, ela relata ter tido outros pedidos atendidos. A defesa contesta o fato de João Gabriel, estudante e atleta profissional, sem nenhum histórico de violência, não ter tido oportunidade sequer de ser ouvido pela polícia para se defender. Contesta ainda que a imagem da jovem ao fim do encontro, se despedindo do amigo com um sorriso e um abraço, não tenha sido objeto da investigação". Violência contra mulher: como pedir ajuda

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/03/02/relato-mae-vitima-estupro-coletivo.ghtml


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