Ex-vereador de Suzano é absolvido em caso de ‘rachadinha’
18/08/2026
(Foto: Reprodução) Lisandro Frederico foi absolvido pela Justiça no caso em que era acusado de praticar 'rachadinha'
Divulgação/Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos
O ex-vereador de Suzano Lisandro Frederico foi absolvido pela Justiça no caso em que era acusado de praticar "rachadinha" ao exigir que ex-assessoras repassassem parte dos salários para uma ONG e para o gabinete. A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso.
Segundo a sentença do juiz José Eugenio do Amaral Souza Neto, não há provas suficientes para condenar o ex-parlamentar. Lisandro havia sido denunciado pelo Ministério Público em 2019 pelo crime de concussão.
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De acordo com a denúncia, quatro ex-assessoras eram obrigadas a fazer pagamentos para a ONG Projeto Adote Suzano (PAS) e para o gabinete do então vereador.
A concussão ocorre quando um agente público exige, para si ou para outra pessoa, uma vantagem indevida em razão do cargo que ocupa. A exigência de devolução de parte do salário de servidores ou assessores é popularmente conhecida como "rachadinha".
No processo, porém, a Justiça concluiu que não há provas suficientes de que os pagamentos tenham ocorrido por exigências ou ameaças feitas pelo ex-vereador.
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A TV Diário procurou o Ministério Público, que informou que ainda não foi intimado da sentença. O órgão afirmou que vai decidir se apresenta recurso depois de ser oficialmente comunicado da decisão.
Denúncias também foram investigadas pela Câmara
As acusações contra Lisandro Frederico também foram investigadas pela Câmara Municipal de Suzano.
Em nota, a Câmara informou que as duas comissões processantes abertas após as denúncias foram arquivadas por falta de elementos que comprovassem a prática de "rachadinha".
Relembre o caso
O caso veio a público em 2019, quando ex-funcionárias da ONG criada pelo então vereador relataram que conseguiram cargos na administração municipal por influência dele e passaram a fazer repasses de parte dos salários.
Na época, duas mulheres ouvidas pela reportagem afirmaram que os pagamentos incluíam valores destinados à ONG e ao gabinete. Elas também disseram que havia ameaça de perda do cargo caso os repasses não fossem feitos.
Lisandro Frederico negou as acusações à época. Ele afirmou que nunca recebeu parte dos salários dos assessores e sustentou que os pagamentos feitos à ONG eram doações de pessoas que já participavam da entidade antes de ocuparem cargos públicos.
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