G7 libera reservas estratégicas de diesel para tentar conter crise de energia e alta no preço dos combustíveis
03/10/2026
(Foto: Reprodução) G7 libera 100 milhões de barris de reservas de diesel
O grupo dos sete países mais ricos do mundo anunciou nesta sexta-feira (2) que vai liberar 100 milhões de barris das reservas estratégicas de diesel. É uma tentativa de conter a alta nos preços dos combustíveis.
Para entender essa crise no diesel que atinge as bombas na Europa e nos Estados Unidos é preciso observar o impacto de outro tipo de bomba lá no Oriente Médio e também na Ucrânia e na Rússia. As duas guerras reduziram drasticamente o fluxo comercial de petróleo. Com menos oferta, o preço subiu.
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No Reino Unido, o preço do diesel subiu 40% desde o começo da guerra contra o Irã e, nesta sexta-feira (2), atingiu um patamar histórico: duas libras o litro - cerca de R$ 14. Um aumento que não impacta só os motoristas que vão ao posto, mas também os produtores rurais, o transporte rodoviário. Gera um efeito cascata em toda a economia.
“Desse jeito não dá. Esse aumento de preço está apertando todo mundo”, diz um motorista.
G7 libera reservas estratégicas de diesel para tentar conter crise de energia e alta no preço dos combustíveis
Jornal Nacional/ Reprodução
Em Washington, de olho nas eleições de novembro, Donald Trump vinha pressionando os parceiros europeus a liberarem uma parte das suas próprias reservas. Do contrário, considerava impor um corte nas exportações americanas. Atitude que até poderia beneficiar o mercado interno dos Estados Unidos, mas que causaria ainda mais escassez e descontrole no mercado internacional. Nesta sexta-feira (2) cedo, a União Europeia criticou as ameaças. Afirmou que um possível corte das exportações não seria bom para ninguém.
O G7 convocou reunião de emergência. O grupo que reúne alguns dos países mais ricos do mundo - como França, Alemanha e Itália - decidiu por uma liberação coordenada de 100 milhões de barris de diesel e petróleo bruto, com apoio da Agência Internacional de Energia. Uma medida para estabilizar o mercado e também acalmar os ânimos entre os dois lados do Atlântico.
O gabinete do presidente francês, Emmanuel Macron, divulgou uma nota informando que a liberação vai ser imediata, com uma quantidade substancial nos primeiros 20 dias, e a medida deve se estender por quatro meses. Nas redes sociais, Donald Trump comemorou.
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