Instituições em SP arrecadam doações para vítimas dos terremotos na Venezuela
25/06/2026
(Foto: Reprodução) Instituições em SP arrecadam doações para vítimas dos terremotos na Venezuela
Instituições ligadas à comunidade venezuelana em São Paulo iniciaram campanhas para arrecadar doações destinadas às vítimas dos dois terremotos que atingiram a Venezuela. Segundo autoridades do país, ao menos 160 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas.
A mobilização ocorre em um estado que abriga a terceira maior comunidade venezuelana do Brasil. De acordo com dados oficiais, cerca de 48 mil venezuelanos vivem em São Paulo.
Rodrigo Arantes, da Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), afirmou que a entidade mantém contato com lideranças religiosas venezuelanas desde as primeiras horas após a tragédia.
"Desde ontem, quando aconteceram os terremotos, bispos e padres entraram em contato por meio da fundação pedindo orações e, depois, ajuda emergencial. Muitas igrejas se transformaram em abrigos. As pessoas correram para esses locais e agora precisam de alimentos, cobertores e itens básicos. Por isso começamos uma campanha para ajudar", disse.
Segundo Arantes, a fundação ainda não tem contato direto com todas as áreas atingidas, mas atua como ponte para divulgar informações sobre a situação no país e mobilizar apoio entre os venezuelanos que vivem no Brasil.
"Por enquanto, não temos contato direto nas áreas atingidas. Estamos ajudando a divulgar o que está acontecendo e atualizando os venezuelanos que vivem aqui sobre a situação em cada região", afirmou.
A ACN lançou uma campanha emergencial para apoiar a Igreja Católica local e as comunidades afetadas pelos terremotos. As doações podem ser feitas por meio da chave Pix: colabore@acn.org.br.
Segundo a entidade, os recursos arrecadados serão destinados ao apoio emergencial das comunidades atingidas, que enfrentam a falta de abrigo, alimentos, água e itens básicos após os tremores.
Equipes de emergência em frente a escombros de prédio derrubado por terremotos históricos em Caracas, na Venezuela, em 25 de junho de 2026.
REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria