Mais de 40 iguanas são resgatadas em área urbana de Campina Grande

  • 19/09/2026
(Foto: Reprodução)
Mais de 40 iguanas são resgatas em área urbana de Campina Grande, na PB Ao menos 42 iguanas foram resgatadas no perímetro urbano de Campina Grande, no Agreste da Paraíba, de uma só vez. A área onde os animais foram encontrados fica próxima a uma obra de edifícios no perímetro urbano da BR-230, em Campina Grande, ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp O resgate foi feito por Silvaney Medeiros, proprietário do Museu Vivo Répteis da Caatinga, em Puxinanã, no Agreste da Paraíba, no dia 9 de setembro. Segundo Silvaney, a vegetação da área havia sido suprimida e os animais ficaram concentrados em meio ao material retirado do local. Ele contou que um seguidor das redes sociais do museu informou que havia visto as iguanas na área. 🔎 Iguanas são répteis da família dos lagartos herbívoros, cujo tamanho podem chegar até 2 metros de comprimento. No Brasil, é comum encontrar iguanas em áreas de vegetação tropical. Mais de 40 iguanas são resgatadas em área urbana de Campina Grande Reprodução / Museu Vivo Répteis da Caatinga A equipe do museu foi até o local durante o dia para confirmar a presença dos animais e retornou à noite para fazer o resgate. “Fomos verificar de dia para confirmar e à noite fizemos o resgate. Os animais estavam ilhados no local onde a vegetação suprimida foi acumulada. Uma das iguanas estava com um membro dianteiro mutilado. Toda vegetação da área foi retirada, os animais perderam suas casas. Ficaram sem acesso a comida e água”, afirmou. O primeiro resgate não foi suficiente para retirar todos os animais da área. Na última terça-feira (15), a equipe do museu precisou voltar ao local após receber a informação de que ainda havia duas iguanas na região. Após a retirada, os animais foram avaliados e, segundo Silvaney, estavam em condições de voltar à natureza. Por isso, as iguanas foram levadas para uma área arborizada do Museu Vivo Répteis da Caatinga e para o entorno do espaço, em Puxinanã. “Como os animais estavam aptos para voltar à natureza, foram liberados na área arborizada do museu e todo o entorno”, explicou. Silvaney também explicou que os resgates foram realizados durante a noite porque as iguanas estavam dormindo. Segundo ele, a escolha do horário facilitou a retirada dos animais e evitou que eles fugissem para as vias próximas. “Fizemos o resgate à noite porque elas estavam dormindo. Durante o dia, elas iriam pular e fugir, podendo ser atropeladas nas vias”, afirmou. Ainda segundo Silvaney, a retirada da vegetação também afetou outros animais que viviam na área. De acordo com ele, cobras, lagartos terrestres, pequenos roedores e pássaros que tinham ninhos no local também foram atingidos durante a intervenção. Na sexta-feira (18), uma das iguanas resgatadas precisou de atendimento no hospital venerinário da Universidade Federal da Paraíba no campus da cidade de Areia, no Brejo do estado. O animal apresentava uma amputação de parte da região da cauda e uma mutilação em uma das patas dianteiras, e, com isso, o animal precisava de um atendimento mais especializado. Área onde iguanas foram encontradas fica próxima a obra O g1 identificou que a área onde os animais foram encontrados fica próxima a uma obra de uma construtora de prédios, mas não conseguiu identificar qual empresa está responsável pelo serviço. A reportagem procurou órgãos municipais, estaduais e federais para identificar a responsabilidade pela área e pela obra. A Secretaria de Planejamento (Seplan) de Campina Grande informou que a liberação de obras é de competência da Secretaria de Obras do município. A Secretaria de Obras, por sua vez, explicou que, em caso de obras privadas de condomínios às margens da rodovia, a Companhia Estadual de Habitação Popular (Cehap), do Governo da Paraíba, é a responsável. A Cehap também foi procurada e informou que não existe nenhuma intervenção na área citada sob responsabilidade do órgão. Já o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que não tinha conhecimento do caso e afirmou que o consórcio responsável não estava desenvolvendo nenhuma atividade relacionada à situação, que fica próxima à BR-230. O que diz o Ibama Questionado pelo g1 sobre quais medidas devem ser adotadas para proteger animais silvestres durante obras com retirada de vegetação, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que, nos empreendimentos licenciados pelo órgão ambiental estadual ou pelo próprio instituto, as ações relacionadas à fauna precisam estar previstas na licença ambiental, após a avaliação dos impactos do projeto. Isso inclui medidas para retirar os animais da área de forma segura antes ou durante a supressão da vegetação ou a execução das obras. Segundo o Ibama, o resgate deve ser realizado por uma equipe de fauna contratada pelo empreendedor e precisa de autorização específica para o manejo dos animais. Na Paraíba, o órgão informou que os resgates de animais silvestres são realizados prioritariamente pela Polícia Militar Ambiental, que possui equipes capacitadas e materiais adequados para esse tipo de atendimento. Além do resgate, o órgão aponta o monitoramento da fauna como uma medida de prevenção e acompanhamento dos impactos causados pelo empreendimento. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

FONTE: https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2026/09/19/mais-de-40-iguanas-sao-resgatadas-em-area-urbana-de-campina-grande.ghtml


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