Mortes frequentes de garças na praça Batista Campos preocupam moradores e comerciantes em Belém

  • 03/06/2026
(Foto: Reprodução)
Moradores e trabalhadores denunciam mortes frequentes de garças na praça Batista Campos, em Belém Frequentadores e trabalhadores da praça Batista Campos, cartão-postal de Belém, denunciam a morte constante de garças, além de um possível aumento descontrolado da população das aves, o que resulta no acúmulo de fezes e mau cheiro em diversas áreas do espaço. Quem passa pela praça diariamente afirma já ter presenciado aves caindo mortas durante caminhadas. Em apenas uma manhã, a equipe de reportagem da TV Liberal localizou uma ave com aspecto adoecido e outra já sem vida, cercada por urubus. A dificuldade em conseguir socorro para os animais também é um ponto de crítica. A jornalista Calina Bulhões relata que, ao tentar ajudar uma garça ferida no último sábado (30), foi orientada pelo Batalhão de Polícia Ambiental a procurar a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) apenas na segunda-feira (1º). Sem o resgate imediato, o animal morreu. ✅ Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Impacto no comércio e lazer Animais doentes e mortos são avistados com frequência por quem passa pela praça Batista Campos, em Belém. Reprodução / TV Liberal A situação afeta diretamente a economia local. O vendedor de água de coco, Paulo Figueiredo, conta que as vendas caíram drasticamente. Segundo ele, o forte odor e o risco de ser atingido pelas fezes afastam os clientes. "As pessoas que fazem cooper (caminhada) nem passam mais deste lado da rua por causa da sujeira", lamenta o vendedor. Frequentadores disseram que precisam correr em certos trechos para evitar "acidentes" com as necessidades das aves. Apesar da presença de equipes de limpeza urbana, a ação é considerada insuficiente, já que bancos e brinquedos infantis permanecem constantemente sujos. A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Semma), informou que os animais sob responsabilidade da gestão municipal são os de cativeiro e não os de vida livre, como as garças. Causas ambientais De acordo com biólogos locais, as garças buscam a praça por ser um dos poucos espaços na cidade que ainda preservam árvores de grande porte, ideais para a construção de ninhos. O biólogo Basílio Guerreiro alerta para a necessidade urgente de uma investigação técnica. "Se muitos animais morrem no mesmo período, é preciso realizar exames de necropsia para identificar se a causa é uma doença viral, bacteriana ou lesão física", explica. Praça Batista Campos, em Belém. Agência Belém A comunidade afirma que busca soluções junto ao poder público há mais de um mês. Segundo a médica Andreia Lobato, que frequenta a praça, contatos foram feitos com o Centro de Zoonoses e com a Adepará, mas até o momento não houve resposta efetiva ou plano de ação para cuidar das aves, que são consideradas símbolos culturais da capital paraense. Sobre o caso, o Ibama Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) comunicou que, até o momento, não existem estudos ou ações de manejo em andamento pela superintendência do órgão no Pará voltados especificamente à população de garças do local. O instituto ressaltou que qualquer intervenção exige um diagnóstico técnico prévio, elaborado por profissionais habilitados, que deve ser apresentado pelo município ao órgão ambiental competente. O g1 solicitou mais informações e posicionamento à Adepará acerca das denúncias, mas não obteve respostas até a publicação desta reportagem. VÍDEOS com as principais notícias do Pará Acesse outras notícias do estado no g1 Pará.

FONTE: https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2026/06/03/mortes-frequentes-de-garcas-na-praca-batista-campos-preocupam-moradores-e-comerciantes-em-belem.ghtml


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