MP denuncia diarista por matar casal de idosos em BH e homem por usar cartão após o crime
29/07/2026
(Foto: Reprodução) Paola Stefany Neto Cirino é a principal suspeita de ter matado casal de idosos em apartamento de luxo em BH.
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O Ministério Público de Minas Gerais denunciou a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, pela morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, em Belo Horizonte.
O crime aconteceu em 29 de junho, no apartamento do casal, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital. Paola foi denunciada por dois latrocínios, fraude processual e furto mediante fraude. Um homem de 41 anos também foi denunciado por furto mediante fraude por participação no uso de um dos cartões bancários das vítimas após o crime.
De acordo com a denúncia, a diarista foi ao imóvel levando comprimidos de clonazepam, que foram colocados em um suco consumido pelo casal. Enquanto recolhia os bens do apartamento, ela foi surpreendida pelo advogado, que acordou e tentou reagir. Em seguida, atacou o idoso com uma faca retirada da cozinha. A mulher também foi morta durante a ação.
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Ainda conforme o documento que o g1 teve acesso, a diarista levou mais de R$ 19 mil em dinheiro, joias, relógios, celulares, cartões bancários, perfumes, roupas, bolsas e outros objetos de valor. Parte dos bens foi vendida poucas horas depois na Região Central de Belo Horizonte.
A denúncia afirmou ainda que ela tentou dificultar o trabalho da perícia ao limpar vestígios do crime, lavar a faca utilizada nos ataques e descartar roupas com manchas de sangue. Depois, seguiu para o Centro de BH, onde vendeu parte dos produtos roubados e utilizou cartões bancários das vítimas.
Segundo a investigação, uma tentativa de transação de R$ 5 mil foi bloqueada. Na sequência, foram realizadas duas operações, de R$ 1,3 mil e R$ 1,8 mil, em máquinas de cartão de um restaurante na Rua Carijós. O proprietário do estabelecimento também foi denunciado por furto mediante fraude.
Após vender os bens e usar os cartões, a diarista comprou um celular, passou pela casa onde morava, em Ribeirão das Neves, pegou o filho e se hospedou em um hotel em Itabira. Ela foi presa pela Polícia Civil antes de deixar o estado.
O Ministério Público pediu que a Justiça receba a denúncia e condene os acusados. Também solicitou a fixação de um valor mínimo para reparação dos danos causados à família das vítimas.
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Receptadores e investigação
O Ministério Público pediu o desmembramento do caso em relação a três homens que teriam comprado objetos roubados do casal. A promotoria também solicitou a continuidade das investigações sobre Vinícius Moreira Mitre, primo de uma das vítimas e responsável por indicar a diarista para trabalhar na residência.
Entenda o caso
Vídeo mostra momento em que suspeita de matar idosos é presa em cama de hotel
O casal foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava, no bairro São Pedro, em 29 de junho. A diarista, que havia sido contratada para trabalhar no imóvel, foi presa dois dias depois em Itabira, na Região Central de Minas Gerais (veja vídeo acima).
A Polícia Civil concluiu que o crime foi um latrocínio. As investigações apontaram que as vítimas foram dopadas antes dos assassinatos e que dinheiro, joias, relógios, celulares e cartões bancários foram levados do apartamento. Parte dos bens foi recuperada durante a investigação. Outras pessoas afirmaram ter sido dopadas e furtadas pela diarista em circunstâncias semelhantes.
Paola confessou o crime aos investigadores após a prisão, mas permaneceu em silêncio durante o depoimento formal.
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