Mulher aluga casa pelo Airbnb, dono encontra imóvel vazio e descobre que hóspede vendeu os móveis em SC
30/09/2026
(Foto: Reprodução) Hóspede de Airbnb é suspeita de vender geladeira, TV e camas de casa em SC
Uma mulher que alugou uma casa por uma noite pelo Airbnb é investigada por furtar diversos móveis do imóvel em Balneário Rincão (SC). Segundo a Polícia Civil, a hóspede vendeu camas, sofá, televisão e outros utensílios para uma loja de móveis usados por R$ 3,8 mil. O proprietário estima, no entanto, que tudo valia cerca de R$ 17 mil.
Os itens foram recuperados pelo proprietário, mas a mulher não havia sido localizada até a última atualização desta reportagem. A suspeita não teve o nome divulgado.
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Em nota, o Airbnb informou que suspendeu a conta da hóspede enquanto o caso é investigado (veja íntegra abaixo).
O proprietário, que preferiu não se identificar, contou ao g1 que a reserva foi feita para a manhã da última quarta-feira (23) por uma mulher que se identificou como enfermeira de um hospital da região.
Na manhã seguinte, ela perguntou até que horas poderia permanecer no local. O proprietário informou que a saída deveria ocorrer até as 13h. A mulher respondeu que sairia ao meio-dia.
Após o horário combinado, o dono do imóvel foi ao local para organizar a casa. Ao chegar, enviou uma mensagem à hóspede para confirmar que não estava mais no imóvel, mas não obteve resposta.
“Como ela não estava me retornando naquele momento, eu abri o portão e entrei. Eu só abri o portão para ir lá, tentar bater na porta, ver se alguém me atendia”, contou.
Ao olhar pela janela, ele percebeu que a casa estava vazia.
“Já notei que as coisas não estavam mais lá. Naquele momento, eu já vi que tinha acontecido alguma coisa, que já tinha levado os móveis, que alguma coisa de errado tinha acontecido”, disse.
O proprietário entrou na residência, confirmou que diversos objetos haviam sido levados, acionou a polícia e registrou um boletim de ocorrência (BO).
Imóvel antes (à esquerda) e depois (à direita) do furto
Arquivo pessoal
🛋️ Segundo a Polícia Civil de Criciúma, foram levados:
Duas camas box;
Quatro mesas de cabeceira;
Um sofá;
Três banquetas;
Um balcão de banheiro;
Uma televisão de 32 polegadas;
Uma máquina lava e seca;
Uma geladeira.
👉 O prejuízo estimado pelo dono do imóvel ficaria em torno de R$ 17 mil, caso ele não conseguisse recuperar os móveis.
Proprietário buscou informações com vizinhos
O proprietário buscou informações com vizinhos e conseguiu a foto de um caminhão de mudanças que teria sido usado para retirar os móveis. Para não levantar suspeitas durante a mudança, a investigada chegou a dizer aos vizinhos que havia comprado o imóvel e era a nova proprietária.
Os móveis foram encontrados pelo dono através de uma postagem feita nas redes sociais de outra loja, de propriedade de um parente do dono do caminhão. “Nessa loja, eu identifiquei a postagem que estavam os móveis", relatou.
No dia seguinte, o proprietário foi à delegacia relatar a descoberta e recebeu orientação para verificar se os objetos estavam de fato no estabelecimento. Ele foi ao local e confirmou a presença dos móveis.
Ao ver uma viatura policial estacionada em frente à loja, o homem pediu ajuda aos agentes. Os policiais foram ao estabelecimento e auxiliaram na recuperação dos móveis.
Investigação
O homem que comprou os móveis foi autuado por receptação culposa (quando não há intenção de adquirir produto de crime).
A mulher investigada não foi localizada. Segundo os investigadores, ela também é suspeita de aplicar golpes contra outras pessoas, incluindo familiares. A investigação segue em andamento.
Quarto antes (à esquerda) e depois (à direita) do furto
Arquivo pessoal
O que diz o Airbnb
O Airbnb suspendeu a conta do hóspede em questão enquanto apura o caso.
Toda reserva feita no Airbnb conta com a Proteção contra Danos ao Anfitrião, que cobre prejuízos causados aos anfitriões em até 3 milhões de dólares nos raros casos em que itens são danificados ou furtados durante uma estadia.
Além disso, o Airbnb tem uma equipe dedicada ao atendimento a autoridades públicas que também está à disposição para apoiar uma eventual investigação relacionada ao caso.
Móveis foram vendidos por R$ 3,8 mil, segundo proprietário
Arquivo pessoal
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