Remédios controlados, negociação de moto: o que alega mulher que bateu carro em viatura e adega
16/04/2026
(Foto: Reprodução) Mulher que bateu carro em viatura alega transtornos psiquiátricos, diz delegado
A mulher de 45 anos presa após avançar com o carro contra uma viatura da Polícia Militar (PM) e a parede de uma adega em Monte Alto (SP), na noite de quarta-feira (15), alegou à Polícia Civil que sofre de transtornos psiquiátricos e que o ataque foi provocado por um surto após um desacordo comercial envolvendo a negociação de uma moto.
Em audiência de custódia nesta quinta (16), a Justiça concedeu liberdade provisória a Elisangela Nunes Rodrigues, mas determinou medidas cautelares, como a suspensão do direito de dirigir (veja abaixo detalhes).
De acordo com o delegado Marcelo Lorenço dos Santos, Elisangela afirmou que faz uso de medicamentos controlados. A confusão começou na Avenida Antônio Inforçatti.
"Ela disse que faz tratamentos psiquiátricos, toma remédios de tarja preta e que [o caso] envolvia a compra e venda de uma motocicleta. Havia um desacordo comercial em relação à propriedade da moto. Em relação a este fato, gerou todo esse imbróglio, culminando na prisão em flagrante dela", explicou o delegado.
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Elisangela Nunes Rodrigues foi presa após avançar e bater o carro que ela dirigia contra uma moto, uma viatura da Polícia Militar (PM) e a parede de uma adega em Monte Alto (SP)
Reprodução EPTV
Segundo boletim de ocorrência, a mulher acionou a polícia para relatar um furto de veículo. No entanto, quando os policiais chegaram ao local, constataram que se tratava de uma desavença relacionada a um desacordo comercial.
Durante o registro da ocorrência, a mulher avançou com o carro contra uma moto estacionada, quase atingiu várias pessoas que estavam na calçada e ainda bateu o veículo contra a viatura.
Mesmo depois de um dos policiais dar um tiro de advertência, sem atingir Elisangela, ela fez mais uma manobra com o automóvel, perdeu o controle da direção e colidiu contra a parede da adega.
Além dos danos à adega e à moto, a mulher foi autuada especificamente por atingir a viatura da PM. O impacto acionou o airbag e causou ferimentos na cabeça e nos braços de um dos agentes, mas ele passa bem. O carro utilizado no ataque foi apreendido e passará por perícia.
Mulher avança com carro e bate em moto, viatura e muro de adega em SP
Negociação de moto
O entregador Cauã de Souza Fernandes explicou que comprou a moto da mulher enquanto o veículo estava parado há dois anos. Ele assumiu os reparos e combinou de abater os custos na dívida.
"Tudo que eu precisava arrumar, eu falava com ela, e metade do valor que usei para colocar a moto para andar a gente abateu na dívida. Daí, agora que ela viu que a moto está bonita, quis tomar a moto de mim porque quis voltar atrás no negócio", afirma o entregador.
Segundo Fernandes, a mulher registrou a queixa de roubo porque não encontrou a moto na noite de quarta-feira. Ele estava no local conversando com os policiais, que já haviam entendido a situação e pedido para ele ir embora.
"Ela chegou me agredindo e aí começou a xingar o policial, que deu ordem de prisão", relata o comprador.
Mulher bateu carro em viatura e foi presa em Monte Alto
Reprodução/Câmera de segurança
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Liberdade provisória
Presa em flagrante logo após o ataque e encaminhada inicialmente para a Cadeia de Pradópolis (SP), a motorista passou por audiência de custódia e agora vai responder pelos crimes em liberdade, desde que cumpra as medidas cautelares estabelecidas pela Justiça. As medidas são:
Comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades, momento no qual deve comprovar seu comparecimento no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS);
Obrigação de manter o endereço atualizado junto à Vara competente (informando imediatamente eventual alteração);
Suspensão do direito de dirigir da custodiada, devendo entregar a carteira de habilitação no prazo de 24 horas;
Proibição de ausentar-se da Comarca de residência por mais de oito dias sem prévia comunicação ao Juízo.
Mulher que bateu carro em viatura e adega responderá por lesão corporal e dano ao patrimônio público
Reprodução EPTV
Prejuízo ao comércio
A confusão terminou em prejuízo para comerciantes e clientes. Além de atingir a viatura, ela passou por cima da moto de um cliente e bateu na parede da adega onde os policiais atendiam a ocorrência.
O dono do estabelecimento, Nicolas da Silva Gonçalves, conta que trabalhava no local no momento em que a situação fugiu do controle.
"O policial parou para ver a moto que era referente a esse conflito. Passou uma hora e ela veio até aqui, se alterou conversando com o menino da moto, pegou o carro, passou em cima da moto de um cliente que estava consumindo aqui. É prejuízo pra gente, mas graças a Deus não aconteceu nada demais com a gente, só dano material", diz o comerciante.
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