Tampas de plástico transformam a vida de crianças que fazem tratamento contra o câncer
03/11/2026
(Foto: Reprodução) Tampinhas que iriam para o lixo transformam a vida de crianças com câncer
Tampinha de plástico, que muitas vezes vai parar no lixo, tem transformado a vida de crianças que fazem tratamento contra o câncer.
Uma ideia simples se espalhou por uma escola na Grande São Paulo. Há dois anos, o colégio tem pontos de coleta de tampinhas de plástico e lacres de latinhas. A cada 15 dias, a turma reúne todo o material arrecadado para enviar para uma ONG que tem um projeto que mistura reciclagem e solidariedade.
“A gente coleta as tampinhas, e eles conseguem dinheiro para o tratamento das crianças com câncer”, conta a estudante Eduarda Santos da Silva.
“É importante a criança saber a questão do consumo, a reutilização. E dentro desse projeto, eu vi a possibilidade também de termos uma ação social”, diz a professora Cida Paixão.
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A escola é um dos 300 pontos de coleta da organização, que atua em dez estados. Quando a família separa, em casa, uma, duas, dez tampinhas, pode até parecer pouco. Mas no espaço onde é feita a separação desse material, a gente vê o tamanho dessa iniciativa. Por mês, são recicladas entre 15 e 20 toneladas de plástico. É o ponto de partida para transformar vidas.
Os voluntários limpam e selecionam as tampinhas que vão ser vendidas para empresas que usam esse plástico como matéria-prima. E o dinheiro arrecadado é usado para ajudar crianças de baixa renda que fazem tratamento de câncer. A Ana Hadassa é de Roraima e foi para São Paulo com a mãe por causa de uma leucemia.
"Quando a gente veio para cá, a gente não sabia que era frio. Aí eu falei que ela precisava de roupa de frio, e eles enviaram”, conta Ana Lúcia de Jesus da Silva, mãe da Ana Hadassa Monteiro da Silva.
Tampas de plástico transformam a vida de crianças que fazem tratamento contra o câncer
Jornal Nacional/ Reprodução
O Luís Fernando também teve que sair de repente do Tocantins. Ganhou alimentação especial e suplementos da ONG. A energia do menino de 4 anos mostra que tudo vai bem - ele não para.
“Já está muito melhor. Caiu o cabelinho agora esses dias, né, Luís? Mas já está crescendo. É bem interessante saber que uma tampinha pode inclusive ajudar tantas famílias”, diz Kamila Cerino, mãe do Luís Fernando.
Criadora da ONG, Fernanda de Lucca começou esse trabalho depois que um dos filhos teve câncer. Ela conta que 7 mil crianças já foram beneficiadas com o atendimento direto ou em ações em casas de apoio e hospitais:
“As mães chegam até nós, nos abraçam, elas se sentem acolhidas. Porque a ideia do projeto é o acolhimento à família, porque naquele momento a família não tem por onde buscar”.
Zenaide Maria Milesi De Arruda, avó da Julia, ficou tão agradecida pela ajuda que teve que virou voluntária:
“Continuamos ajudando as outras crianças, que tem bastante criança agora na ONG. Eu sou muito grata a eles”.
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